sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CADERNO CULTURAL DE COARACI



 Não sinto espanto, só me alegra o peito,
 Ver entre as pilhas de tantos jornais,
 Um que se prima, não por ser perfeito,
 Mas traz verdades que não se veem mais.

 Com muito esmero e amor é feito
 Plasmando imagens e letras virtuais
 Nele se expressam, com justo preito,
 Nomes da terra, artistas magistrais!

 Leio notícias do mundo e da cidade
 Curto os eventos que acontecem ali
 E que se estendem à vida rural

 Por isso aplaudo com veracidade:
 - Caderno Cultural de Coaraci,
 É o mais preciso e o melhor jornal.  

 Rio, 05 de setembro de 2017.
Jailda Galvão Aires

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Não roubes meu ser


Pensas tu que embalas os meus sonhos
Que os torna risonhos e assim me acalma?
Seca meus olhos sorri os meus risos,
Anseias com isso reter a minha alma?

Enganas querido, é livre o amor
Não és meu gestor. Sou livre vê bem.
Presumes que agindo assim me conquistas?

É um ponto de vista, errado porém.

Aprende que o amor verdadeiro
 

É sempre o primeiro a nos libertar.
Quem ama não ata e nem escraviza.
Porque a divisa só faz limitar.
 

Se fracionas um só dos meus planos
Terás só enganos, pedaços de mim.
Se me queres inteira não me fragmente.
E assim somente serei tua em fim.

Para saber que te venero e te amo,
Não banques meu dono, eu quero ser eu.
Sendo assim, te serei todo instante

Mulher e amante na terra e no céu.
Rio. 18/03/2010

Trova - meu pai



A tua ausência, meu pai,

É dor constante que dói

É falta que não se esvai

É saudade que corrói.

Jailda Galvão Aires

sábado, 19 de agosto de 2017

CONVERSANDO COM DRUMMONT



-Fala meu mestre Drummond:
-“Mundo mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.” Drummont. 

-Vida vida longa vida
Sendo meu nome Jailda
Sou uma pobre rima sem nenhuma solução.
Vida vida longa vida,
Minha vida é uma equação 

Carlos Drummond, veja bem:
O nome não faz ninguém
Nem o homem ou a mulher
Se eu me chamasse Tereza
Não saciaria a tristeza
Dos que não sabem viver 

Sendo teu nome Trindade
-A cruel desigualdade,
Que mina o nosso Brasil,
Terias as mãos sulcadas
No sangue da Pátria Amada
Ferida por um covil.

Se eu me chamasse Celeste
Não mudaria o nordeste
A grande “Indústria da Fome.”
Onde o dinheiro é roubado
Os recursos desviados
Para eleger mais um nome  

Fosse o teu nome Eugênio
Serias o que foste - um gênio
Na expressão do saber.
Mas num país de corriolas

Não construirias escolas
Querer nem sempre é “poder”? 

Se eu me chamasse Clarissa
Não mudaria a justiça
E nem a Constituição
Só tem cobra e lagarto
Farinha do mesmo "parto"
Chamada corrupção. 

Por isso meu velho amigo,
Beba este trago  comigo
Desce num lindo corcel
Traz um punhado de verso
Enriquece o universo!
Voltas depois para o céu
    Jailda Galvão Aires - em 29/09/2013
            

quarta-feira, 22 de março de 2017

EU POEIRA E ALMA



                       

Pouco me importa
Que eu seja poeira cósmica de estrelas em brasas
Cinzas policromadas de um vulcão extinto
Ou partículas rochosas preservando rosas  

Pouco me importa
Que eu seja algas mumificadas de mares remotos
Ciscos de cristais caindo em neve
De algum arco-íris breve.

Pouco me importa
Que eu seja areia branda de rios ou mares
Faíscas de meteoros ralados pela atmosfera...
Ou tempestades de pó voando pelos ares. 

Um dia o meu corpo voltará à argila 
Que alimenta a Terra semimorta
E o meu espírito ligado ao eterno EU SOU
Voltará ao Hálito que a vida em mim soprou.
Só Isto me importa.