quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

BOLHAS DE SABÃO



 

Com um leve sopro dos  lábios,
Desprendem-se bolhas de sabão.
Rompem o cordão umbilical,
E sem engatinhar,
Precipitam-se em voos sinuosos.

Quanto mais leve a brisa, mas rodopiam sorrateiras,
Fotografando os lampejos do sol,
Numa mágica que abduz a terra inteira.

Enquanto circundam em leves espirais.
Roubam o encanto que vislumbra a natureza:
O verde rendado das matas, o matiz das flores,
O céu bordado circundado em cores.

Nossos corpos viajam com elas,
E com elas, transitam os olhos da alma.

Como sequestrados por naves espaciais,
São nossos sonhos, translúcidos, passageiros,
Valsando leves, ilusórios e  fagueiros,
Gravados na "caixa preta" de nossas vidas.

Toda beleza se esvai, num voo desigual
E explode ao sopro de um simples vendaval.

Uma chuva de lágrimas, queima nossos olhos.
Enquanto a vida presa às  bolhas de recordações,
Desaparece num lampejo, como se apenas fossem  -Bolhas de sabão.

Rio, 11/06/2010- Jailda Galvão Aires

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo poema Jailda,
Beijos.
Francisco Galvão