terça-feira, 4 de outubro de 2011

MULTIVERSO II - MÃE

    
Intermináveis teorias
denegam o que antes era irrefutável.
E para este fim infindável
quantas cabeças rolaram...
e quantos “nóbeis” desmistificados.

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço”
Mas “num mesmo espaço
Coabitam tempos diferentes”.


Incoerente!?


Pois digo com propriedade, que,
Se rasgarem o coração de uma mãe
Verão todos os filhos unificados
Igualmente amados e alinhados,
No mesmo espaço e tempo.

Nas suas entranhas,
Dois ou mais corpos nutrem-se do
mesmo sustento.
Vidas crescem dentro de sua vida,
Onde palpitam mais de um coração,
Cérebros, espíritos e inteligências,
Numa única e milagrosa existência.


Se quiserem levem-me à julgamento
Que a ciência rasgue a minha teoria
Mas não ocultará a verdade dos meus versos.

Todo o universo feminino me absolverá
E toda mãe, por certo, me advogará.
Pois nosso ventre, no mesmo corpo,
espaço e tempo
É o céu, que sempre parirá multiversos.
Rio, setembro de 2011
J ailda Galvão Aires