segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Para minha irmã Eliane, pelo seu aniversário. (plageando)Castro Alves.



São duas flores nascidas
Em Cafondó, lembro ainda,
Numa casinha ao sol,
Não tinha nem assoalho,
Mas flores cheias de orvalho
E o canto do rouxinol.
 
Éramos muito pequenas
Mais leve que uma pena
Unidas por um só véu.
Vestidas, quais princesinhas,
Sentadas nas cadeirinhas,
Vendo as estrelas do céu.
 
Unidas, em doces cantos
No riso e até nos prantos
Alegres sempre a brincar.
Os pais olhavam com gosto,
As covinhas do seu rosto,
E o meu jeito de cantar.

Mas um dia...Ninguém espera!
Após longas primaveras.
A vida nos separou.
Mas como às rosas unidas,
Estaremos toda a vida,
No mesmo galho do amor!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AVES - Á DURAS PENAS II



             Nas águas de um remanso 
         Nadam os gansos 
         Elegantes quanto os cisnes
         A brancura de suas penas
         Tão pequenas
         Puro algodão com matizes.

         Capinam os verdes prados
         Quais arados
         Comem capim e ração
         São limpos e bem tratados
         Os coitados.
         Grande lucro é a criação.

         Com a plumagem perfeita
         Prá colheita
         Os gansos são agarrados
         Suas penas são colhidas
         E as feridas
         Fazem grasnir os coitados     

        Quando aqueceres o frio
        Com macios,
        Agasalhos, travesseiros,
        Lembra dos gansos, coitados
        Congelados,
        Pela ganância e dinheiro
          Jailda 22/02/2012


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AVES - A DURAS PENAS



                                    

                           Que pena das aves
                    De belas plumagens
                    Que perdem suas penas,
                    Às centenas,
                    Para os carnavais.

                    As belas mulatas
                    De curvas exatas
                    Se ornam de penas,
                    E entre as cenas
                    Desnudam-se mais. 
                    
                     E as aves feridas
                    Debatem sem vida,
                    Nas frias arenas
                    As asas sem penas!
                    Não voam jamais.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CEIAS COMIGO JESUS



Vem Jesus, hoje é um dia de festa,
Esta cadeira ao meu lado vazia,
Não é apenas um lugar que resta
Está guardada para um grande amigo
Senta conosco, este é meu abrigo.

Clamei-te tantas vezes na aflição
Pra socorrer meu lar, marido filhos,
Irmãos amigos e amigos irmãos.
E foram tantas bênçãos recebidas,
Incontáveis graças sem medida.

És o meu convidado especial,
Vem cantar, sorrir, dançar com a gente,
Faz desta casa a Tua catedral.
Dissestes que: -“viver é alegria
Que a ânsia rouba a paz de cada dia.”

“- Que o reino do Pai está bem perto,
Nas virtudes do nosso coração.
Que o amor é o caminho certo,
E se formos puros como as crianças,
Alcançaremos as Bem Aventuranças.”

Desnudas por hoje, Tua Deidade.
Nenhum milagre, nós te pediremos.
Basta o calor da Tua bondade.
Há fartura de peixe, vinho e pão.
Hoje não acalmarás nenhum tufão.

Descansa na nossa intimidade,
Sem fardo, sem cruz, sem jugo pesado,
Já fizestes tanto pela humanidade.
Que te oferecemos como gratidão, 
O repouso da nossa remissão.

Tecemos uma rede para Ti
Embalada ao son de acalantos.
Cumpristes Tua missão.Vem dormir.
Repousa em nossos braços,Senhor 
Na certeza que o mundo te escutou.
     Jailda, 20/02/2011