quinta-feira, 9 de maio de 2013

TRIBUTO À MINHA MÃE

Minha mãe era tão pequena,
Mais leve que uma pena,
Mais frágil que um papel.
Mas tinha tanta firmeza,
Tanta fé, que com certeza,
Vinha de uma fonte do céu.

Vovó, morrendo, partiu,
Vovô também desistiu,
De viver, sem  o seu amor
Saiu pela vizinhança,
Distribuiu as crianças,
P’ro céu então se mudou.

Foi triste a separação,
Em cada casa um irmão,
Em cada peito uma dor.
Mas crescendo a semente
De Deus, plantada na mente,
Cada um foi vencedor.

Mais tarde se encontraram,
Nunca mais se separaram,
Minha mãe e seus irmãos.
Reconstruíram suas vidas,
E minha mãezinha querida,
Uniu-se em dois corações.

Nosso lar era singelo,
Mas parecia um castelo
com torres tocando o céu,
Minha mãe nos educava,
E com meu pai, trabalhava.
Dividindo um só troféu.

De dia ensinava a gente.
Plantando tenras sementes,
Do ler, escrever,  somar.
Quando chegava a noitinha,
As nossas mãos em conchinhas,
Hora sagrada de orar.

Que saudades dona Zilda,
Carrego na minha vida,
Suas canções de ninar,
No seu peito me alinho,
Como um filhote no ninho,
Querendo ainda escutar:

“Dorme, dorme, filhinha.
Meu anjinho inocente,
Dorme, dorme queridinha,
Que mamãe está contente”.

           Jailda, 07 de maio de 2010.