quarta-feira, 11 de setembro de 2013

INOCÊNCIA

Quero numa valsa valsar meus sonhos.
Deitar-me em campos floridos
Ouvir meus risos risonhos
Que se perderam com o tempo.

Quero em meu conto contar estrelas
Guarda-las em caixas douradas
Onde ninguém possa vê-las
E nunca possa roubá-las.

Quero o lume de mil vaga-lumes
Brincando de pique esconde
Com a menina dos meus olhos
Entre galhos e inquietas fontes

Ver bandos de borboletas
Se confundindo com flores
Vestidas de tantas cores
Qual arco-íris no céu

Quero casas de boneca
Comidas de mentirinhas
Conto de fada e madrinha
Voar num lindo corcel

Quero dançar minha dança
Sonhar meus sonhos de infância
Rodar a roda do tempo
E recriar a minha criança.          
                                        Jailda G. Aires 10/09/2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CINCO DE SETEMBRO – (BODAS DE TRIGO)

       Que o amor floresça como o trigo, 
     Haja fartura de pão e carinho.
     Que o abraço seja o eterno abrigo
     Por toda a vida no calor do ninho.
   
     Juntos à mesa compartilhem o pão.
     Dividam a paz de um lar ditoso.
     No forte exemplo desta união,
     A segurança de um crescer brioso.
    
     Amem-se cada dia mais e mais,
     Multipliquem amor numa equação
     Onde o produto seja sempre igual.

     Mês de setembro, lembrarão demais

     A eterna primavera desta união
     Dourada, como sol beija o trigal.
                                      Jailda Galvão Aires/2012/13

TEU OLHAR



         Bastou o teu olhar
Para embalar os sonhos
Que dormiam cálidos no meu peito

Foi teu olhar
Que vibrou as cordas da lira
Do meu amor,
Que cantei para ti.

Foi teu olhar
Que fez a esperança
Reverdecer minha alma
E foi a tua alegria
Que me fez feliz.

Foi preciso provar
O amargor de tua ausência
Para compreender
O quanto me és caro

Foi à ânsia da espera
Que fez de ti
A razão da minha própria vida

   Jailda Galvão Aires - Coaraci/68


SOLIDÃO



Quantas vezes estando só
Pensei estar sozinha...
Foi preciso viver a solidão
Para sentir o calor
Da tua ausente presença

Foi preciso abandonar o caminho
Para carecer a força
Do teu olhar
Da tua voz
Do teu sorriso
Do teu amor.

Foi preciso me roubar de ti
Para sentir e compreender
Que quando se ama com carinho,
Na solidão... 
- ninguém está sozinho.

   Jailda Galvão Aires - Coaraci/1968