sexta-feira, 14 de março de 2014

ODE À POESIA



Poesia é sazonal
É primavera florida,
Outono com despedida,
É voz que grita e que canta.
Saudade – amargoso frio.
Versos de amor - no estio.
É música que acalanta
 
Poesia é visceral
É deglutir aguardente
Esbrasear todo o ventre
Retemperar a garganta
Sentir a boca espumar
O cérebro embriagar
Enquanto a musa desponta

Poesia é vendaval
Uma enxurrada de versos
Banhando todo o universo
De letras, dourando o céu!
Qual bando de beija-flores
Beijando todas as flores.
Abelhas tecendo o mel.

Poesia é universal
Pluralidade de temas
Rimas, toadas, poemas,
Almas clonadas por Deus.
Interação que somente,
- Quem é poeta é que sente.
Que a inspiração vem dos céus.              
   Rio, 14/12/2013 Jailda Galvão Aires.  

sexta-feira, 7 de março de 2014

"SINOS DE ADRIANO"

  
 

                Aos mestres: Ataliba Galvão e
                          Virgínia Machado.
Prestem atenção aos “Sinos de Adriano”
Sopros sutis, sinais dos anjos,
Falam entre linhas
Sussurram leves
- Vozes d’arcanjos! 

Sintam o vibrar dos “Sinos de Adriano”
Cordas de liras, ecos de banjos.
São campainhas
Que tangem a pele
- Sinais dos anjos! 

Vejam o fulgor dos “Sinos de Adriano”.
Brilhos de estrelas, belos arranjos,
Luzes que guiam
Piscando avisos,
- Lume de arcanjos!


Inalem no ar - os “Sinos de Adriano”.
Aromas doces, papos de anjo.
Cheiros de rosas
Ervas queimando
- Taças de branjo!


Leiam os sinais dos “Sinos de Adriano”.
Entre as estrelas - brilhos de arcanjos.

Aqui na terra
Nos vastos campos,
No mar, nos rios,
Por todo canto.
São leves sopros,
Cheiros suaves
Bater de asas
- Asas de anjos.

   Jailda G. Aires – Rio, 05/03/2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER